Rafael Carneiro Garcia

Archive for the ‘Música’ Category

Sampa – João Gilberto

In Música, Sábado, São Paulo on November 25, 2012 at 3:15 pm

Na tentativa de postar mais regularmente neste blog cabe também o retorno das músicas aos sábados.

Trato hoje de algo que tem me deixado muito saudoso, uma saudade muito específica, falo hoje de São Paulo, a cidade.

A cidade com mais problemas do Brasil também é a que acumula mais soluções, porém não só as soluções que me agradam na capital paulista, e sim, sua personalidade, algo como o seu lema “Non dvcor dvco“(que nasceu para ser do estado de São Paulo, mas foi trocado por uma pressão externa) misturado com a sua formação plural, retrato de um Brasil igualmente diverso.

A homenagem de hoje vem em forma de canção, e a canção de hoje nasceu em uma forma de homenagem.

Era 1978, em mais um 25 de Janeiro, o 424o. da bela paulicéia, a TV Bandeirantes encomendara um depoimento de um dos muitos imigrantes vindos do nordeste para construir São Paulo, Caetano Veloso então resolveu criar uma música sobre as suas impressões da cidade, alcançou um magnífico resultado.

São Paulo é uma cidade que não se traduz em muitas canções, acredito porém, que a música que posto hoje é tão impecável que não seria necessário outras homenagens nesta forma, não que maior cidade do Brasil não mereça.

A escolha de João Gilberto, e não o próprio compositor, é pessoal. Acontece de nos acostumarmos com a versão que primeiro chega aos nossos ouvidos. Quis o destino que eu ouvisse de um outro interprete, também quis o mesmo que ele fosse baiano.

Nota: Compus esse post no sábado, apesar de posta-lo apenas hoje (Domingo).

Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e Av. São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas
Ainda não havia para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e avenida São João

Quando eu te encarei frente a frente e não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes
E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva
Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mas possível novo quilombo de Zumbi
E os Novos Baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa

As Minas do Rei Salomão – Raul Seixas

In Manaus, Mãe, Música, Raul Seixas, Sábado on May 5, 2012 at 4:43 am

“Do passado, eu me esqueci…
No presente, eu me perdi…
Se chamarem, diga que eu saí.”

Música é provavelmente a forma mais fácil de se lembrar do passado. Tenho uma memória fraca, ainda mais quando se fala em infância, porém algo que certamente levarei para a vida serão as músicas que costumavam tocar em casa quando ainda era muito pequeno para entende-las.

Meus Pais, em especial minha Mãe, conservam um bom gosto musical, e tendem a ouvir, em casa, músicas dos seus tempos de jovem.

Assim conheci Gil, Caetano, Tom, Bethânia, Tim e Raul. Em dias de finais de semana, brincando no quintal de casa.

Há um tempo, entretanto, em que essas músicas caem no esquecimento – alguns autores costumam chama-lo de Adolescência, mas ele se encerra, e essas canções vão sendo redescobertas.

Esta é a história dessa música, espero que gostem.


Entre, vem correndo para mim
Meu princípio já chegou ao fim
E o que me resta agora é o seu amor
Traga a sua bola de cristal
E aquele incenso do Nepal
Que você comprou num camelô

E me empresta o seu colar
Que um dia eu fui buscar
Na tumba de um sábio Faraó

Veja quanto livro na estante!
“Dom Quixote”
“O Cavaleiro Andante”
Luta a vida inteira contra o rei
Joga as cartas
Lê a minha sorte!
Tanto faz a vida como a morte
O pior de tudo eu já passei

Do passado me esqueci
No presente me perdi
Se chamarem
Diga que eu saí
Do passado eu me esqueci
No presente eu me perdi
Se chamaram!
Diga que eu saí

Veja quanto livro na estante!
“Dom Quixote”
“O Cavaleiro Andante”
Luta a vida inteira contra o rei
Joga as cartas
Lê a minha sorte!
Tanto faz a vida como a morte
O pior de tudo eu já passei

Do passado eu me esqueci
No presente me perdi
Se chamarem
Diga que eu saí
Do passado me esqueci
No presente me perdi
Se chamarem!
Diga que eu saí

Samba – Prefácio

In Cartola, Música, Samba, Zé Ketti on April 23, 2012 at 6:15 am

Não é por acaso que volto a escrever aqui.

Hoje estava ouvindo o belíssimo Álbum intitulado:”Saudade de meu Samba” (Baixem-no aqui) e lembrei-me do quanto gosto deste disco.

Este achado vem da época em que eu estava no auge do meu período “Cartola“, um dos sambistas que aparece na coletânea.

Foi ali que conheci Zé Ketti, com o seu clássico “A Voz do Morro”,   mas também com alguns versos que permaneceram na minha cabeça por alguns dias:

♪ “Muito padece quem ama, muito triste quem namora (…) Por não te ver toda hora” ♫

A música se chamava “Muito padece quem ama”(elementar!) então fui procura-la na internet.

Porém, não encontrei nenhuma referência a sua letra na busca, nem colocando outros trechos, ou o próprio nome da canção. Achava apenas registros ligados ao “Saudade de meu Samba” ou a uma música portuguesa de nome “Ao romper da Bela Aurora”.

Fiquei com vontade de poder compartilha-la na rede, mas a preguiça sempre me detinha.

Ficarei devendo coloca-la no youtube, mas podem ouvi-la/baixa-la no link do 4shared aqui, bem como acompanhar a letra, pela primeira vez transcrita, aqui:

“Muito Padece quem Ama”
Composição: Sebastião Gomes/Jorge Gomes
Intérprete: Zé Ketti

Muito padece quem ama
Muito Triste quem namora
Muito mais padeço Eu
Por não te ver toda  hora

Há muito tempo que preciso de um Lar
Trabalho tanto que preciso descansar
A boémia já está me corroendo
Por isso mesmo que agora eu vou cantar.

Dança das Cadeiras

In Dilma, Música, Ministérios, Nara Leão, Política on November 21, 2011 at 5:46 pm

“Vai vai vai começar a brincadeira…
Tem charanga tocando a noite inteira
Vem vem vem ver o Circo de verdade…
Tem tem tem picadeiro de qualidade…”

E eis que se começa a desenhar a dança das cadeiras na Esplanada dos Ministérios, com a palavra, o Blog do Josias:

1Trabalho: Carlos Lupi (PDT) será convidado a deixar o governo. Se não for abalroado por nenhuma nova denúncia, sairá junto com os demais.

Dilma está decidida a manter um representante do PDT em sua equipe. Porém, considera a hipótese de retirar a legenda do Trabalho.

2Cultura: Ana de Hollanda deve ser afastada. O desempenho da irmã de Chico Buarque, escolha pessoal de Dilma, ficou aquém do que desejava a presidente.

3Cidades: Imposto a Dilma pelo PP, Mário Negromonte será defenestrado expurgado por duas razões. Primeiro porque perdeu o apoio de sua legenda.

Segundo porque é visto no Planalto como gestor temerário de uma pasta convertida em escândalo esperando para acontecer.

4Desenvolvimento Agrário: A cabeça de Afonso Florence (PT) deve descer à bandeja pela mesma razão invocada contra Ana de Hollanda: ineficiência.

5Educação: Fernando Haddad (PT) trocará a Esplanada pelos palanques municipais de São Paulo.

6Integração Nacional: Dilma não cogitava trocar Fernando Bezerra Coelho (PSB). O ministro foi à lista graças a uma jogada de seu padrinho político.

O governador pernambucano Eduardo Campos empina a candidatura de Fernando Bezerra à prefeitura do Recife. A troca está condicionada à efetivação do plano.

8Fusão de secretarias: Dilma cogita incorporar duas secretarias (Igualdade Racial e Políticas para as Mulheres) em uma (Direitos Humanos).

Nessa hipótese, a secretaria “três em um” seria chefiada por Maria do Rosário (PT), atual ministra dos Direitos Humanos.

Luíza Bairros (PT), hoje à frente da secretaria de Igualdade Racial, perderia a função. Iriny Lopes (PT), gestora da pasta das Mulhres, também.

Iriny tenta viabilizar-se como candidata petista à prefeitura de Vitória (ES). Dilma sonha com o êxito da empreitada.

9Pesca: É outra pasta que, por desnecessária, Dilma gostaria de riscar do organograma. A ideia é fundi-la ao Ministério da Agricultura.

Luiz Sérgio (PT), transferido para a Pesca quando perdeu a coordenação política do governo para Ideli Salvatti (PT), iria ao meio-fio.

10Portos: Dilma deseja devolver os portos para a estrutura do Ministério dos Transportes. Algo que converteria Leônidas Cristino (PSB) em ex-ministro.

11Micro e Pequenas Empresas: Dilma mantém de pé a intenção de criar um ministério para esse setor. Coisa já formalizada em projeto enviado ao Congresso.

Assim, se PT e PSB não atrapalharem os planos da presidente de extinguir quatro pastas (Racial, Mulheres, Pesca e Portos), o ministério das empresas seria o 35o.

No gogó, a reforma é vendida por auxiliares de Dilma como uma virada de página. O novo time seria mais qualificado e teria as feições de Dilma.

Na prática, avizinha-se uma mexida convencional. Rendida à (i)lógica da coalizão, Dilma tende a render-se às indicações dos partidos que lhe dão suporte legislativo.

Hoje, o condomínio governista é composto por 14 legendas. Sete estão representadas no primeiro escalão.

O PT controla 18 pastas. O PMDB, cinco. O PSB, duas. PP, PDT, PR e PCdoB têm um ministério cada.

Opinião do blogueiro que vos fala:

Se as previsões de Josias de Souza estiverem certas, parece que após um ano Dilma poderá finalmente montar  sua equipe ministerial, não com a total liberdade que gostaria, pois o fisiologismo deverá acompanhar todo o seu governo.

Porém a Presidente conseguirá se livrar de uma boa parcela tanto da “herança maldita” do ex-Presidente Lula, quanto de alguns incompetentes que povoaram o seu governo no ano de 2011, soma-se isso aos outros ministros que já caíram até o momento.

Um ponto importante dessa mudança ministerial que gostaria de comentar é a diminuição de pastas.
Em geral sou sempre a favor dessa redução, pois a existência destas sempre se aproxima bem mais de cabides de emprego para partidos aliados do que uma forma de se administrar melhor o país.

Por mim não haveria nem Secretaria de Direitos Humanos, mas a fusão delas já me deixa um pouco satisfeito.

Quanto as pastas da Pesca e dos Portos sempre achei um absurdo que elas existissem, visto que, mesmo com nomes pomposos, nunca foram uteis no governo, servindo apenas para acalmar partidos da base governista.

Porém gosto da ideia de uma pasta para as Micro e Pequenas Empresas, em um “Brasil Melhor” ela não precisaria existir, mas acho o momento tupiniquim essencial para o desenvolvimento desse setor.

Aos poucos, Dilma Roussef vai  formando sua verdadeira equipe…

Sugestão deste para a Presidente:
Aproveita o embalo e manda o Lobão (PMDB-MA, Ministro de Minas e Energia) de volta pro Maranhão. O Setor energético e a Infraestrutura do Brasil agradecem…

Partido Alto – Cássia Eller

In Cassia Eller, Música, Sábado on July 23, 2011 at 7:03 am

Essa música é constituída basicamente de dois elementos: Religião (ou a falta dela) e Brasil (Rio de Janeiro para ser mais exato).

A combinação é boa, se você gostar um pouco mais de música popular consegue traçar uma linha de pensamento similiar a “Deus é Brasileiro” do Terra Samba  com o seu “Eu tenho lá minhas dúvidas se Deus é Brasileiro!” ou “Coitado se ele (Deus) for o gerente do Brasil…”. Porém tomando as devidas proporções entre  Edson Emanuel e Chico Buarque de Hollanda, vemos a diferença de qualidade entre as músicas na sutileza do segundo.

Particularmente eu gosto das músicas que “cobram” a divindade pela miséria da nação mais católica do Mundo. Apesar de ser um pouco dramático, Chico consegue nos mostrar uma visão bem popular dessa fé em um momento onde o narrador começa a pensar que ficará mesmo “à Deus dará” e não que “Deus dará”.

Da parte que perfila o brasileiro pode-se resumir a estrofe mais simbólica:

Deus me deu mãos de veludo
Prá fazer carícia
Deus me deu muitas saudades
E muita preguiça
Deus me deu pernas compridas
E muita malícia
Pra correr atrás de bola
E fugir da polícia
Um dia ainda sou notícia

Onde entre tantos clichês, finaliza com um desejo bem comum no Novo Mundo de “ser notícia”.

A escolha da intérprete é tanto uma opinião pessoal quanto uma homenagem.

Deus é um cara gozador
Adora brincadeira
Pois pra me jogar no mundo
Tinha o mundo inteiro
Mas achou muito engraçado
Me botar cabreiro
Na barriga da miséria
Eu nasci brasileiro
Eu sou do Rio de Janeiro

Diz que deu
Diz que dá
Diz que Deus dará
Não vou duvidar, oh nega
E se Deus não dar
Como é que vai ficar, oh, nega?
“à Deus dará” , “à Deus dará”

Diz que deu
Diz que dá
Diz que Deus dará
Não vou duvidar, oh nega
E se Deus negar
eu vou me indignar e chega
Deus dará , Deus dará

Jesus Cristo ainda me paga
Um dia ainda me explica
Como é que pôs no mundo
Essa pobre titica
Vou correr o mundo afora
Dar uma canjica
Que é pra ver se alguém se embala
Ao ronco da cuíca
Um abraço pra aquele que fica, meu irmão

Deus me deu mãos de veludo
Prá fazer carícia
Deus me deu muitas saudades
E muita preguiça
Deus me deu pernas compridas
E muita malícia
Pra correr atrás de bola
E fugir da polícia
Um dia ainda sou notícia

Deus me fez um cara fraco
desdentado e feio
Pele e osso, simplesmente
Quase sem recheio
Mas se alguém me desafia
E bota a mãe no meio
Eu dou porrada a três por quatro
E nem me despenteio
Porque eu já tô de saco cheio.

Quando o Carnaval Chegar – Chico Buarque

In Carnaval, Chico Buarque, Música, Sábado on March 5, 2011 at 2:34 pm

Ontem achei digno ouvir essa música, e percebi que a (curta) letra dela é muito mais intensa do que me lembrava.

Dedico a todos que se guardam para o Carnaval.

Boa Folia.

ps: O som do vídeo tá meio ruim, mas as imagens compensam. Para os que ainda sim querem um áudio melhor podem ouvir no 4shared.

Quem me vê sempre parado, distante
Garante que eu não sei sambar
Tou me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando
E não posso falar
Tou me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo as pernas de louça da moça que passa e não posso pegar
Tou me guardando pra quando o carnaval chegar
Há quanto tempo desejo seu beijo
Molhado de maracujá
Tou me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me ofende, humilhando, pisando, pensando
Que eu vou aturar
Tou me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá revidar
Tou me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo a barra do dia surgindo, pedindo pra gente cantar
Tou me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tenho tanta alegria, adiada, abafada, quem dera gritar
Tou me guardando pra quando o carnaval chegar

Swing Radio

In Antiguidades, Dica, Música on February 23, 2011 at 4:25 am

Ahhh os anos 30 e 40…

Eles preenchem uma parte do período mais interessante do Mundo na minha opinião, o Entre Guerras e a própria 2a. Guerra Mundial.

E como não poderia faltar nos grandes períodos da história mundial, a sua música também é fabulosa, mais precisamente nos EUA.

Temos a popularização do “Swing” (com o auge talvez em nos anos 40) uma música dançante que mais tarde nos daria vontade de “Twist and Shout”.

Ahh malandro!

Por indicação de um amigo, cujo gosto pra música não bate muito com o meu, aceitei ouvir a rádio que ele havia me mandado.

Era inacreditável a sua qualidade!

O swing daqueles anos eram (e ainda são) realmente contagiantes. (porém a rádio também toca Crooner e Delta Blues, estilos igualmente fortes na época)

Compartilho com vocês portanto a minha “nostalgia”:

Radio Swing Worldwide

Vista a sua Cartola e prepare o seu sapateado.

Lenço no Pescoço – Wilson Batista

In Música, Noel Rosa, Sábado, Wilson Batista on February 19, 2011 at 5:11 am

Wilson Batista talvez seja mais reconhecido pelo Duelo que travou com Noel Rosa do que por sua obra musical.

Nesta canção, que parece ter iniciado o confronto, ele tenta provocar o adversário com a sua malandragem, coisa que julgava que Noel, por morar em um bairro mais bem estabelecido como a Vila Isabel, jamais seria capaz de superar.

Além disso há a evocação a um certo orgulho da malandragem carioca “Eu tenho orgulho em ser tão vadio”.

Atentem para as partes que ele canta rápido, um charme a mais na música.

Meu chapéu do lado
Tamanco arrastando
Lenço no pescoço
Navalha no bolso
Eu passo gingando
Provoco e desafio
Eu tenho orgulho
Em ser tão vadio

Sei que eles falam
Deste meu proceder
Eu vejo quem trabalha
Andar no miserê
Eu sou vadio
Porque tive inclinação
Eu me lembro, era criança
Tirava samba-canção

Comigo não
Eu quero ver
quem tem razão

E eles tocam
E você canta
E eu não dou

Sinatra

In Frank Sinatra, Música on February 16, 2011 at 11:07 am

Acho que sempre tendi a gostar muito de Frank Sinatra, algo que se intensificou em 2008, quando entrei em contato com um ótimo CD desse artista.

Honestamente, eu o acho o melhor intérprete internacional que já existiu.

Hoje acordei desejando ouvi-lo, reparto com vocês uma das minhas 3 interpretações preferidas dele: (As duas primeiras são divertidinhas/baladinhas mas a 3a. é muito Linda! Deve ser um Clássico da Música Americana)

“Mrs Robinson” de Paul Simon (letra)

“Bad, Bad Leroy Brown” de Jim Croce (letra) ps: Versão zuadinha foi a única que encontrei no youtube

“Ol’ Man River” de Oscar Hammerstein II (letra)

Tenham uma Boa Quarta-Feira :)

A Vizinha do Lado – Dorival Caymmi

In Dorival Caymmi, Música, Rio de Janeiro, Sábado on February 12, 2011 at 4:08 am

Existem muitos posts na minha “gaveta” que são difíceis de escrever devido a intensidade que não consigo passar.

Sobre o Bar Bip Bip, aqui no Rio é um deles.

Quarta-Feira novamente fui lá, e nunca é por acaso, partilho com vocês a música que levei comigo aquele dia.

A vizinha quando passa
Com seu vestido grená
Todo mundo diz que é boa
Mas como a vizinha não há
Ela mexe co’as cadeiras pra cá.
Ela mexe co’as cadeiras pra lá.
Ele mexe com o juízo
Do homem que vai trabalhar

Há um bocado de gente
Na mesma situação
Todo mundo gosta dela
Na mesma doce ilusão
A vizinha quando passa
Que não liga pra ninguém
Todo mundo fica louco
E o seu vizinho também

A vizinha quando passa
Com seu vestido grená
Todo mundo diz que é boa
Mas como a vizinha não há
Ela mexe co’as cadeiras pra cá.
Ela mexe co’as cadeiras pra lá.
Ele mexe com o juízo
Do homem que vai trabalhar

Ela mexe co’as cadeiras pra cá.
Ela mexe co’as cadeiras pra lá.
Ele mexe com o juízo
Do homem que vai trabalhar