Rafael Carneiro Garcia

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Curiosidades sobre as moedas do Euro – Parte 1

In Alemanha, Austria, Bélgica, Euro on July 26, 2013 at 3:25 am

O Euro possui 8 valores de moedas: 0,01 – 0,02 – 0,05 – 0,10 – 0,20 – 0,50 – 1,00 – 2,00.

Cada país pode o cunhar com a figura que melhor o represente no verso (a frente, com a inscrição do valor, é igual para todos), vamos as curiosidades: (Primeira parte da série)

  • Apesar da Alemanha ter uma das coleções do euro mais sem graça, este mesmo pais apresenta uma grande variedade de moedas comemorativas. Isso ocorre devido à criação de uma moeda nova em celebração a cada troca da presidência no “senado” alemão, cargo que reveza entre os estados alemães, e não por votação interna, como acontece no Brasil;

Moeda Comemorativa da presidência da Baviera no Bundesrat

  • Provavelmente o austriaco mais famoso seja o compositor Mozart, logo a moeda mais importante da Austria, € 2,00 , deveria tê-lo como personagem principal. Porém quem encontramos nesta moeda austriaca é Bertha von Suttner, uma das maiores pacifistas de uma Europa prestes à explodir antes da Primeira Guerra Mundial ;

Bertha von Suttner na moeda de € 2,00

  •  Paises monarquicos costumam ter coleções de moedas bem simples, apenas com a efígie dos seus chefes de estado. A Bélgica segue esse padrão, porém uma das suas moedas comemorativas chama a atenção pelo relevo: Trata-se de uma homenagem à Louis Braille criador da escrita usada por deficientes visuais, em 2009 em razão do 200o. ano de seu nascimento, com as suas iniciais, ‘LB’, em Braille.

‘L’ ‘B’

Novo Mundo nos Tropicos 1 – A Origem da palavra Saudade

In Gilberto Freyre, Novo Mundo nos Tropicos, Vinícius de Moraes on July 24, 2013 at 3:32 am

O livro Novo Mundo nos Tropicos não é o mais conhecido de Gilberto Freyre,  Casa-Grande & Senzala faz esse papel, porém acredito que seja um trabalho mais maduro e hetereogêneo deste nosso grande sociologo.

Busco com este post começar uma série sobre esse livro, que me foi presenteado por um grande amigo na véspera da minha partida à Europa, analisando e compartilhando as ideias de Freyre e procurando coloca-las num cenario mais atual.

Começo a partir de uma passagem ja na Introdução do livro, que conta sobre a origem de uma certa Felicidade e Tristeza brasileira, vamos à ela:

“Sugere o mesmo intelectual – Oliveira Lima – que, devido às relações fraternais entre os individuos de diferentes raças, existe certa ‘felicidade’ brasileira apesar de, como bom filosofo, recusar terminantemente concordar com Américo Vespucio, quando esse localizou o Paraiso Terreste no Brasil. Evidentemente não existe paraiso na terra. Mas, quanto às relações raciais, a situação brasileira provavelmente é a que mais se aproxima daquilo que se imagine como um paraiso nesse setor.
A felicidade brasileira, contudo, é relativa, pois para a maior parte da população persistem, senão a miséria, a pobreza, e uma série de doenças – fatores provavelmente responsaveis pela tônica de tristeza expressada na musica folclorica brasileira ou nas melodias para violão. Até certo ponto, essa tristeza também pode estar ligada a certo trauma causado no passado social de grande parte da população pela escravidão. O escravo, mesmo quando bem tratado, sentia-se vagamente nostalgico de sua condição tribal, o que tornava suas canções tristes apesar de suas danças – uma contribuição – serem geralmente alegres. Dos lusitanos, os brasileiros herdaram a muito conhecida nostalgia do marinheiro, que vive constantemente longe do lar; e esse sentimento é expressado pela palavra saudade, tipica da lingua portuguesa.” (Novo Mundo nos Tropicos, 3a. Edição, pagina 37)

Costumo mencionar esse texto como “A Origem da palavra Saudade”, nele Gilberto Freyre comenta também a tristeza em duas das três raças muito tristes primarias ao povo brasileiro, cantadas por Vinicius de Moraes.

É interessante como os brasileiros tem um certo orgulho dessa palavra – “Saudade”, estranho, pois se trata de um sentimento triste; bonito, pois se trata de uma das emoções mais belas de uma pessoa; e justo, pois haveria de pertencer ao povo português, cujas lagrimas de Saudade preenchem mares.

ps: perdoem-me qualquer falta de acento, limitação do teclado.