Rafael Carneiro Garcia

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1a. Cancha – Estádio Vivaldo Lima

In Canchas, Manaus on May 30, 2012 at 3:49 am

Uma Breve Introdução: Relendo alguns posts antigos lembrei de uma promessa que fiz neste sobre destacar cada um dos estádios (canchas) que já visitei.

O nome Cancha remete a uma maneira carinhosa e com respeito que os locais onde se abriga uma partida de futebol acontece.

Dito isso, vamos a nossa primeira Cancha:

Estádio Vivaldo Lima – Manaus/AM, Brasil.

O Antigo “Vivaldão”, em um dos seus poucos dias de lotação máxima

O Vivaldo Lima, ou popularmente “Vivaldão”, nasceu em 5 de Abril de 1970. Na época, o estádio ficava numa região tão distante do centro de Manaus que a brincadeira era que os jogadores não poderiam chutar a bola tão longe pois se deparariam com uma Onça. Hoje a cancha fica numa região tão central da capital amazonense que é quase uma loucura para a minha geração (e as posteriores) imaginar o quão afastado da população era esta cancha.

Vivi/Vivo em uma Manaus que valoriza pouco o Futebol local, portanto imagens como as que veem acima aconteciam religiosamente em apenas um dia do Ano, o dia em que um time grande vinha nos visitar jogando pela Copa do Brasil (ou em raras aparições da seleção canarinha em terras barés).

Antigo Vivaldo Lima, ainda sem cobertura e com uma vasta vegetação ao seu redor

É importante lembrar que hoje esse estádio não existe mais, foi demolido para a construção da Arena da Amazônia, uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.

Características do Estádio:

O Vivaldão tinha capacidade para 31 mil Pessoas, um número suficiente para o seu uso ao longo dos anos.

Possuia cobertura em apenas na área das cadeiras e sobre a imprensa.

Detalhe na parte Coberta da Cancha

Não me recordo de haver camarotes no estádio, apenas um conjunto de cadeiras com um padrão mais elevado, separada das outras por uma grade.

Lembro-me que era bem servido de Lanchonetes, mas que nem todas funcionavam, mesmo nos jogos de maior público. Uma das mais tradicionais era a do Amadeu, cujo proprietário é um ícone do esporte local e tem seu nome batizando o Ginásio ao lado do Estádio.

Todos os lugares possuiam assentos, porém não eram tão próximos ao gramado graças ao velho e tradicional fosso que existia/existe em vários estádios brasileiros.

O estádio carecia de estacionamento, dependendo das grandes avenidas que o serviam para  acomodar os carros dos torcedores.


Mapa que ilustra a posição central do estádio em Manaus

Apesar do péssimo transporte público manauara, gozava de uma posição privilegiada nesse sentido, pois é vizinho das principais avenidas que ligam a Zona Norte à Sul, Centro da capital amazonense.

Entretanto acredito que a característica mais singular e charmosa desta cancha era uma varanda voltada para a avenida Constantino Nery onde se podia ver parte do horizonte manauara.

Por fim, deixo-lhes com uma foto desta cancha, já extinta, ainda em fase de construção, bem como a torcida para que a nova Arena que está sendo erguida no local reviva os bons momentos do Futebol Amazonense.

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As Minas do Rei Salomão – Raul Seixas

In Manaus, Mãe, Música, Raul Seixas, Sábado on May 5, 2012 at 4:43 am

“Do passado, eu me esqueci…
No presente, eu me perdi…
Se chamarem, diga que eu saí.”

Música é provavelmente a forma mais fácil de se lembrar do passado. Tenho uma memória fraca, ainda mais quando se fala em infância, porém algo que certamente levarei para a vida serão as músicas que costumavam tocar em casa quando ainda era muito pequeno para entende-las.

Meus Pais, em especial minha Mãe, conservam um bom gosto musical, e tendem a ouvir, em casa, músicas dos seus tempos de jovem.

Assim conheci Gil, Caetano, Tom, Bethânia, Tim e Raul. Em dias de finais de semana, brincando no quintal de casa.

Há um tempo, entretanto, em que essas músicas caem no esquecimento – alguns autores costumam chama-lo de Adolescência, mas ele se encerra, e essas canções vão sendo redescobertas.

Esta é a história dessa música, espero que gostem.


Entre, vem correndo para mim
Meu princípio já chegou ao fim
E o que me resta agora é o seu amor
Traga a sua bola de cristal
E aquele incenso do Nepal
Que você comprou num camelô

E me empresta o seu colar
Que um dia eu fui buscar
Na tumba de um sábio Faraó

Veja quanto livro na estante!
“Dom Quixote”
“O Cavaleiro Andante”
Luta a vida inteira contra o rei
Joga as cartas
Lê a minha sorte!
Tanto faz a vida como a morte
O pior de tudo eu já passei

Do passado me esqueci
No presente me perdi
Se chamarem
Diga que eu saí
Do passado eu me esqueci
No presente eu me perdi
Se chamaram!
Diga que eu saí

Veja quanto livro na estante!
“Dom Quixote”
“O Cavaleiro Andante”
Luta a vida inteira contra o rei
Joga as cartas
Lê a minha sorte!
Tanto faz a vida como a morte
O pior de tudo eu já passei

Do passado eu me esqueci
No presente me perdi
Se chamarem
Diga que eu saí
Do passado me esqueci
No presente me perdi
Se chamarem!
Diga que eu saí