Rafael Carneiro Garcia

Archive for July, 2011|Monthly archive page

Por um Domingo Uruguaio

In Copa América, Futebol, Uruguai on July 24, 2011 at 4:46 am

Que o nobre povo Uruguaio, um dos mais amantes do Futebol, consiga hoje mais um título para os seus 3 milhões de habitantes…

É o que deseja este blog.

Aproveitando a deixa…

In Amy Winehouse, Drogas, Sábado on July 23, 2011 at 5:52 pm

Eu gostaria que hoje fosse um dia de homenagens a uma grande cantora do nosso tempo que se vai.

Porém ao entrar no twitter o assunto Amy Winehouse parece que ficou um pouco de lado para se falar sobre o uso que ela fez de Drogas durante a vida, e sobre o uso destas em geral.

Gosto de pensar em drogas como substâncias que alteram os sentidos, portanto álcool e cigarro são drogas também, posto isso vamos ao vídeo.

Portanto, colocar todas as drogas ilícitas no mesmo barco, sem falar na hipocrisia de não enxergar o mal que causa as lícitas, é  uma irresponsabilidade, visto que se poderia concentrar as atenções em drogas mais prejudiciais ou num estudo para atenuar os efeitos maléficos dos entorpecentes.

Partido Alto – Cássia Eller

In Cassia Eller, Música, Sábado on July 23, 2011 at 7:03 am

Essa música é constituída basicamente de dois elementos: Religião (ou a falta dela) e Brasil (Rio de Janeiro para ser mais exato).

A combinação é boa, se você gostar um pouco mais de música popular consegue traçar uma linha de pensamento similiar a “Deus é Brasileiro” do Terra Samba  com o seu “Eu tenho lá minhas dúvidas se Deus é Brasileiro!” ou “Coitado se ele (Deus) for o gerente do Brasil…”. Porém tomando as devidas proporções entre  Edson Emanuel e Chico Buarque de Hollanda, vemos a diferença de qualidade entre as músicas na sutileza do segundo.

Particularmente eu gosto das músicas que “cobram” a divindade pela miséria da nação mais católica do Mundo. Apesar de ser um pouco dramático, Chico consegue nos mostrar uma visão bem popular dessa fé em um momento onde o narrador começa a pensar que ficará mesmo “à Deus dará” e não que “Deus dará”.

Da parte que perfila o brasileiro pode-se resumir a estrofe mais simbólica:

Deus me deu mãos de veludo
Prá fazer carícia
Deus me deu muitas saudades
E muita preguiça
Deus me deu pernas compridas
E muita malícia
Pra correr atrás de bola
E fugir da polícia
Um dia ainda sou notícia

Onde entre tantos clichês, finaliza com um desejo bem comum no Novo Mundo de “ser notícia”.

A escolha da intérprete é tanto uma opinião pessoal quanto uma homenagem.

Deus é um cara gozador
Adora brincadeira
Pois pra me jogar no mundo
Tinha o mundo inteiro
Mas achou muito engraçado
Me botar cabreiro
Na barriga da miséria
Eu nasci brasileiro
Eu sou do Rio de Janeiro

Diz que deu
Diz que dá
Diz que Deus dará
Não vou duvidar, oh nega
E se Deus não dar
Como é que vai ficar, oh, nega?
“à Deus dará” , “à Deus dará”

Diz que deu
Diz que dá
Diz que Deus dará
Não vou duvidar, oh nega
E se Deus negar
eu vou me indignar e chega
Deus dará , Deus dará

Jesus Cristo ainda me paga
Um dia ainda me explica
Como é que pôs no mundo
Essa pobre titica
Vou correr o mundo afora
Dar uma canjica
Que é pra ver se alguém se embala
Ao ronco da cuíca
Um abraço pra aquele que fica, meu irmão

Deus me deu mãos de veludo
Prá fazer carícia
Deus me deu muitas saudades
E muita preguiça
Deus me deu pernas compridas
E muita malícia
Pra correr atrás de bola
E fugir da polícia
Um dia ainda sou notícia

Deus me fez um cara fraco
desdentado e feio
Pele e osso, simplesmente
Quase sem recheio
Mas se alguém me desafia
E bota a mãe no meio
Eu dou porrada a três por quatro
E nem me despenteio
Porque eu já tô de saco cheio.