Rafael Carneiro Garcia

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Swing Radio

In Antiguidades, Dica, Música on February 23, 2011 at 4:25 am

Ahhh os anos 30 e 40…

Eles preenchem uma parte do período mais interessante do Mundo na minha opinião, o Entre Guerras e a própria 2a. Guerra Mundial.

E como não poderia faltar nos grandes períodos da história mundial, a sua música também é fabulosa, mais precisamente nos EUA.

Temos a popularização do “Swing” (com o auge talvez em nos anos 40) uma música dançante que mais tarde nos daria vontade de “Twist and Shout”.

Ahh malandro!

Por indicação de um amigo, cujo gosto pra música não bate muito com o meu, aceitei ouvir a rádio que ele havia me mandado.

Era inacreditável a sua qualidade!

O swing daqueles anos eram (e ainda são) realmente contagiantes. (porém a rádio também toca Crooner e Delta Blues, estilos igualmente fortes na época)

Compartilho com vocês portanto a minha “nostalgia”:

Radio Swing Worldwide

Vista a sua Cartola e prepare o seu sapateado.

Uma tarde no Engenhão

In Botafogo, Domingo, Engenhão, Futebol, Rio de Janeiro on February 23, 2011 at 12:06 am

Um dos passatempos a caminho de Botafogo x Flamengo foi contar em quantas “canchas” eu já torci. O número até que saiu alto: 12 (estou pensando em fazer um post sobre cada uma). Vamos a 13a.

É incrível como uma massa pode pensar tão igual. Os sentimentos apenas fluem no ar.

A emoção começou na estação central, quando você se encontra com diversas pessoas com o mesmo objetivo: Torcer. (como eu não tinha lado, fiquei mais a vontade)

Só o fato de todos irem para a mesma causa, de todos estarem animados, ansiosos, já nos motiva.

Isso vai crescendo a medida que o trem (sem paradas, boa governo!) se aproxima do Engenhão, e explode ao ver o estádio.

Como se houvesse sido ensaiado, todos batem palmas e ao saírem exaltados do trem, já começam a cantar as musicas do time e pularem como se estivessem no estádio. Aquilo é extremamente contagiante, mas me contive para não cantar que “Eu sou Palmeiras Sim Senhor“.

O Estádio por fora já é belíssimo.

Tomei meu caminho para a torcida do Botafogo pensando em comer alguma coisa antes do jogo.

Dei sorte de escolher a rua certa para a refeição, ao acabar de comer a Fúria Jovem chegava ao estádio… É como uma infrantaria numa guerra, um bloco compacto de pessoas separados por uma linha frontal que claramente define as fronteiras do exército, fazendo barulho, e elevando o moral dos torcedores por onde passa.

A entrada principal é lindíssima, lá estão estátuas de Nilton Santos, Garrincha e Jairzinho, a frente do templo botafoguense lembrando os santos de Aleijadinho na frente do templo católico.

A foto é ruim (só mostra duas estátuas) mas acho que dá pra ter um noção.

Na hora de entrar foi engraçado, acostumado a estádios paulistas, onde não se entra com mastros e até papel (!! Sim, uma vez quase perdi um livro da Biblioteca), nesse nem revistado eu fui!

Subir a rampa do Engenhão é meio chato, mas a vista da Zona Norte Carioca é espetacular, em especial o teleférico em construção no Complexo do Alemão.

O Estádio é novinho, lanchonetes e banheiros bem apresentáveis, impressionou-me a proximidade do público normal com a mídia esportiva (uma simples grade quase sem seguranças) e a falta de lixeiras, acho isso muito absurdo. Eles preferem varrer tudo no fim do que colocar lixeiras.

Foram liberados 37 mil ingressos porém o público ficou nos 30 mil. Só pra não esquecer: Semifinal da Taça Guanabara, clássico, 30 mil… No Rio de Janeiro! Todos os estádios da Copa 2014 terão mais que isso (mínimo 40 mil) em lugares com muito menos tradição que o Rio de Janeiro, pois é…

Provavelmente é o Estádio mais bonito que já fui, por vezes eu o admirava no meio do jogo.

Algo que me chamou atenção foi o fato das organizadas ficarem bastante tempo “paradas” sem cantar.

O Gol do Botafogo foi um momento especial no jogo, a torcida inteira do gritando:”Uhhh É o Loco!”, como se jogasse uma maldição em campo.

Então veio a minha primeira decisão por penaltis in loco, é impressionante como tem torcedores não acreditam no time, quando o Botafogo perdeu o primeiro algumas pessoas já foram embora.

Ao final da semifinal algumas brigas como de praxe, porém o que me chamou a atenção foi a rapidez do embarque nos trens da volta (muito mais eficiente que o jogo que vi na Inglaterra, por exemplo).

Fica a recordação de um ótimo Domingo em que não “fui ao Maracanã”, mas sim ao Engenhão, e gostei. Experimente você também.

Verde chocho

In Libia on February 21, 2011 at 9:16 am

Enquanto algumas pessoas lutam pela democracia na Líbia, alguns aqui do Ocidente só torcem para que os revolucionários coloquem um pouquinho mais de cor naquela bandeira.

Não dá pra continuar sendo o único país do mundo com uma única cor na Bandeira, argumentam os oposicionistas.

Estão chamando de “Revolução da Criatividade”.

Bip Bip

In Bar, Bip Bip, Dica, Rio de Janeiro, Solidariedade on February 20, 2011 at 1:35 pm

Na difícil missão de retratar o Bar Bip Bip pra vocês, irei contar a minha história de como o conheci.

Em um programa do Jô, o sambista Moacyr Luz lançava seu livro “Botequim de Bêbado tem Dono” quando contou a seguinte história:

“Nossa história real começa com um casal de outro estado, máquina fotográfica em punho, querendo muito passar a tarde no templo da boemia carioca. Era sábado, e Alfredinho, de bermuda como sempre, estava sentado à mesa de fora, uma perna dobrada, as costas arqueadas e o Trim na mão. Sabem o que é Trim? Um antigo cortador de unha que, invertida a haste, é capaz de cortar até casco de cavalo:
– É aqui o bar Bip-Bip?
– Leu a placa?
– Ah, sim, é verdade. O senhor poderia servir dois chopes?
– Aqui não se trabalha com chope, só cerveja.
– Desculpe-me, então uma cerveja, por favor.
– Olha, a cerveja aqui é pequena. Pra vocês é melhor pedir duas.
– Sim, sim, claro! Duas cervejas!
– Meu amigo, nós aqui não temos garçom. Vai lá dentro, abre o freezer, pega as bebidas e, depois, na prancheta do lado, você anota o seu nome e faz uns risquinhos com a quantidade.
Catatônico, o turista segue em direção à geladira e ainda ouve a última frase do nosso anfitrião:
– Aproveita e mata essa baratinha que está passando aí!”

Eis que um dia estava em Copacabana a caminho da praia, quando observei aquele pequeno Boteco com o nome “Bip Bip”, rapidamente me lembrei da história de Moacyr Luz e pensei:”Vou tomar ao menos uma cervejinha”.

Essa foi a minha primeira visão do Bip Bip. (esta talvez um pouco antiga)

Sabendo que não existiam garçons, fui ao fundo do Boteco pegar minha própria cerveja, quando clientes assíduos me deram uma lata, comecei a entender a partir dali o clima de camaradagem que existia no Bip.

Fui também todo cuidadoso ao sentar numa cadeira, logo o Alfredinho (dono do Estabelecimento) me avisou:

-Você pode ficar aí enquanto os músicos não chegam, depois vais ter que sair.

Antes de ficar com uma má impressão de Alfredinho ele já falou:

-Qual o seu nome? (Ele anota quanto você bebeu num papel pautado encabeçado pelo seu nome, é uma forma também dele lembrar dos seus frequentadores, desde esse dia ele jamais esqueceu o meu nome.)
– Rafael.
– Primeira vez no Bip, Rafael?
– Sim.
– Tu és de onde Rafael?
– Manaus.

E já engatou uma conversa, fiquei imaginando quantos lugares o dono tem essa relação com um cliente recém-chegado.

As paredes contam muito sobre o Bip Bip (além de todos os votos do Alfredinho nas últimas eleições), músicos renomados, recortes de jornais, músicas dedicadas ao Bip, e talvez o que mais me chamou a atenção fosse algumas charges de Alfredinho com crianças carentes. (mais tarde eu iria descobrir)

As paredes do Bip e seus músicos.

A noite foi chegando e com ela os músicos, tratei de ler cuidadosamente um quadro na parede que colocava “Os 10 mandamentos da Roda de Samba”, algo que me lembrou muito o que meu amigo Tiago sempre falou sobre respeito aos músicos em rodas, principalmente as de choro.

Quando começou a música, deslumbramento, era maravilhosa, valorizavam ali uma das grandes vantagens em ser brasileiro com músicos de excelente qualidade tocando ali, pasmem, de graça, apenas pelo hobbie de se juntar com os amigos e ouvirem músicas que apreciam.

Lá pelas tantas Alfredinho se levanta e nos brinda com seu tradicional esporro aos falantes, do qual reitero algumas partes que sempre estão contidas nesses discursos (em outras palavras, claro):

“A boa música merece ser ouvida e todos tem esse direito, portanto não falem enquanto o músico toca pois alguém pode estar querendo ouvir”
“O Brasil tem a triste cultura de não respeitar/valorizar a sua música”
“Ninguém é criança aqui, e acredito que todos irão compreender”
(Aqui ele puxa uma caixinha, destinada as doações que ele faz)
“Nos precisamos sempre ser solidários com o próximo”
“Não é porque já ajudamos uma vez que devemos parar. Eles vão sempre precisar de ajuda”
“Sempre digo que se todos os bares do Rio fossem como o Bip, não haveria uma criança na Rua.”

A idéia de Bar Cultural (e solidário) finalmente fazia sentido, o Bip não vive pelo dinheiro, vive pela música e pela ajuda que Alfredinho faz com os que necessitam, não se imagina juntar dinheiro para fazer uma reforma no Bip Bip, ou amplia-lo, o que se tem lá são condições mínimas para um bar e de igual nível aos músicos, que estão no posto mais alto da hierarquia no Bip.

Foto mais recente de Alfredinho e o Bip.

Por final, gostaria de fazer um apelo para que votassem neste Bar na categoria “Empreendedorismo Cultural” no Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro aqui (Em cidade coloquem “Rio de Janeiro” mesmo e coloquem “a boa música” como justificativa hehe).

Trata-se de um Concurso que dará R$ 10.000 ao estabelecimento ganhador, dinheiro que “logicamente” (palavras de Alfredinho) irão doar para a região serrana do Rio, a qual Alfredinho insiste:”A Luta ainda não acabou, infelizmente eles terão muito tempo ainda até se recuperar”.

Se não for convincente a solidariedade do Bip contarei dois fatos:

O Primeiro é que existe um mural com as notas fiscais das doações que o Bip realiza.

O Segundo é sobre a minha última passagem, quando fui depositar 1 real de troco na caixinha e Alfredinho estava com preguiça de pegar o Troco, então ele disse:”Vou colocar 5 na caixinha então. (pensou um pouco) Quer saber, vou colocar 10 logo, eles precisam Rafael”.

Não deixem de visitar quando no Rio, Rua Almirante Gonçalves (ela é tão pequena que não dá pra se perder).

Por fim deixo o curto documentário em duas partes sobre o Bip.

Aloca

In Política, PSDB, PT, Sábado, Senado on February 19, 2011 at 9:59 pm

Talvez um dos momentos da semana mais engraçados deva ser o pití protagonizado pelo Senador Mario Couto (PSDB-PA) na tribuna do nobre Senado Federal depois de ter seu microfone cortado pela mesa diretora (presidida no momento por Marta Suplicy (PT-SP)) enquanto discursava a plenos pulmões contra o governo.

Confira:

Cá pra nós, ele tem razão…

Links Publicus

In Links, Sábado on February 19, 2011 at 9:41 pm

Semana difícil… Poucos links :x

Tirinha: Ajudinha na memoria
Entrevista: Juca entrevista Felipão (vídeo longo)
Notícia: Peganínguem da Micareta
Vídeo: Camera Indiscreta ;p
Reclamação: Facebook
CD: Lotus Flower – Radiohead (link para clipe da música homónima)

Muammar Al-Gaddafi a 42 (!!) anos no poder na Líbia – Parece que a revolução se instalou de vez por lá também. Ele, como qualquer déspota, cortou as fontes de informações: Twitter, Facebook e TV Al Jazeera.

Lenço no Pescoço – Wilson Batista

In Música, Noel Rosa, Sábado, Wilson Batista on February 19, 2011 at 5:11 am

Wilson Batista talvez seja mais reconhecido pelo Duelo que travou com Noel Rosa do que por sua obra musical.

Nesta canção, que parece ter iniciado o confronto, ele tenta provocar o adversário com a sua malandragem, coisa que julgava que Noel, por morar em um bairro mais bem estabelecido como a Vila Isabel, jamais seria capaz de superar.

Além disso há a evocação a um certo orgulho da malandragem carioca “Eu tenho orgulho em ser tão vadio”.

Atentem para as partes que ele canta rápido, um charme a mais na música.

Meu chapéu do lado
Tamanco arrastando
Lenço no pescoço
Navalha no bolso
Eu passo gingando
Provoco e desafio
Eu tenho orgulho
Em ser tão vadio

Sei que eles falam
Deste meu proceder
Eu vejo quem trabalha
Andar no miserê
Eu sou vadio
Porque tive inclinação
Eu me lembro, era criança
Tirava samba-canção

Comigo não
Eu quero ver
quem tem razão

E eles tocam
E você canta
E eu não dou

A Camisa 9

In Futebol on February 18, 2011 at 12:07 pm

Sempre gostei muito da camisa 9.

Nunca tive sucesso nos campos, mas sabia fazer gol, essa era a minha relação quando criança com a 9.

Mas como a camisa 9 precisa ser bem tratada, falarei de um camisa 9 de verdade.

O camisa 9 não tem a habilidade e a malícia de um camisa 7, muito menos a maestria de um camisa 10 (que Deus o tenha), nem mesmo a segurança do camisa 1.

Ao camisa 9 cabe a função de fazer o gol, aquilo que faz sentido no Futebol.

O 9 é portanto o protagonista do espetáculo, com características muito bem definidas.

O 9 precisa ser rápido, para arranques ferozes em busca do gol.

O 9 é forte, para não cair após os diversos ataques que recebe quando vai de encontro ao gol. Força também é o atributo necessário para se reerguer após uma contusão.

O 9 precisa também ter habilidade, para aquele último drible antes do chute final.

Não bastasse isso tudo o 9 precisa também saber cabecear, pois é inconcebível um cruzamento sem uma referência na área.

Ser 9 é uma tarefa difícil e gratificante, nenhum jogador do time tem o prazer de correr tantas vezes em direção da torcida com um sorriso no rosto. Mas por ironia do destino, nunca um 9 ultrapassou 1000 gols.

Sorte daqueles que viram um certo 9 jogar nos campos.

Sorte de quem viu a diferença que um 9 faz.

Hoje ele saí da vida nos gramados, para entrar para a história.

Uma Homenagem ao melhor camisa 9 que existiu.

Covardia

In Desabafo, Polícia, São Paulo, UOL on February 18, 2011 at 6:01 am

Existem algumas “faíscas” na vida que nos fazem tocar em alguns assuntos. (como no post “Sobre Tom Jobim“)

Claro que covardia poderia ser demonstrado de várias formas, ainda mais com as revoluções no mundo árabe. Mas escolhi o protesto contra o aumento da passagem em São Paulo como o melhor momento para ilustrar essa palavra.

Jovem ferido com estilhaço de Bomba lançada contra os manifestantes

Vereadores do PT sofrem violência mesmo após mostrarem suas identificações

Covardia: O oposto de bravura e coragem.

Fonte das Fotos: UOL

Com um parafuso a menos…

In PDT, PSDB, Sindicais on February 16, 2011 at 11:45 am

Parece que a oposição voltou das férias muito mudada…

Além de sugerir um salário mínimo maior que o das Sindicais, deu agora para se aproximar dos líderes destas.

Tudo pela “Social Democracia” dizem eles…

Não convence ninguém, né não?